Páginas

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Um sonho chamado Aprendiz...

Por Gabriela Gaspari


Olá meus caros! Tudo bem?

Essa semana decidi postar algo diferente de uma simples análise da ultima tarefa.
Como ex Aprendiz, quando estou assistindo ao programa consigo sentir com mais intensidade a realidade dos participantes, e me identifico com ela.




Eu sei exatamente o que se passa nos bastidores, a agonia de um anuncio de resultado de tarefa, o cansaço de horas trabalhando sem parar, o emocional abalado, a discussão pós tarefa, e todas as outras emoções que o Aprendiz proporciona àqueles que se propõem a encará-lo.




E foi por conta da demissão da Karina, que eu cheguei à conclusão que precisava dividir com vocês algumas percepções, até porque ela sempre deixou muito clara a vontade dela de vencer o programa e trabalhar com o Roberto.

O Retorno foi muito criticado este ano por uma série de motivos: edição, recompensas, tarefas, baixos rendimentos, etc, etc, etc. De fato, talvez a expectativa do telespectador não tenha sido superada. E lá no meu primeiro post eu disse que a expectativa seria tripla:

1) ficamos 1 ano fora do ar,

2) seria o retorno do Roberto

3) E ex Aprendizes com experiência no programa estavam voltando.

Pode parecer muito blá,blá,blá o que eu vou falar, mas por detrás da expectativa do telespectador, existe a expectativa dos participantes, que deixaram tudo para trás para viver o sonho de novo.


Acho que depois de tudo que estamos vendo, podemos concluir que NÃO existe uma formula magica para chegar à final. Nem mesmo um fã que tenha assistido todas as edições mais de 1000 vezes estaria 100% preparado para vencê-lo.




E digo mais: Alguns aprendizes podem ter voltado frustrados e assustados, porque estavam encarando uma SEGUNDA CHANCE. Ou seja: é agora ou nunca! Muito sangue nos olhos também atrapalha. Já dizia minha sábia mãe: “Tudo em excesso, não é bom. Há que se ter um equilíbrio”.

E o que o medo faz com você? Ele te cega, te bloqueia, diminui sua capacidade de criação, inovação. Metade dos erros cometidos ali é fruto da atmosfera, e não da falta de capacidade dos aprendizes. Se você visitar o currículo e o background deles, vai entender o que estou falando. A maior parte deles estava bem colocada no mercado quando aceitou o desafio!




Ainda sobre o medo, me recordo que na ultima tarefa da minha edição, logo depois que eu tinha sido demitida, eu voltei para colaborar com a ultima tarefa: o Rally da Fiat.

Durante a execução dessa tarefa, que já não “valia” mais para mim em termos de jogo (já que eu já tinha sido demitida), um participante, que hoje é meu amigo me disse: “Imagina se você tivesse se entregado para todas as outras tarefas, como você fez nessa ultima, sem pressão? O programa seria seu!”.

Eu jamais me esqueci disso.

Evidente que é muito mais fácil criticar, do que avaliar uma situação, mas naquele momento eu pensei no quanto a Karina é uma excelente profissional aqui fora, e que o fato de ser demitida do Aprendiz não encerrava seu sonho, nem a diminuía.

Isso vale para todos os outros Aprendizes.

Para nós, estar ali é um grande sonho que envolve etapas, milhares de candidatos vencidos, exposição em rede nacional, distância da família, ou seja: abrimos mão (por livre e espontânea vontade) do certo, pelo duvidoso.

Isso é acreditar em um sonho, é acreditar em si mesmo. Vale a pena!

E mais: os grandes homens que conhecemos hoje são os que mais foram derrotados durante suas batalhas.



Por isso, vamos em frente, sempre!

Espero que tenham gostado.




Um super beijo aos meus amigos Aprendizes que foram demitidos, e ACREDITEM EM VOCÊS!

Até a próxima quinta-feira!

P.S.: Danton, revele-se para nós!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Gabi Gaspari

Um comentário:

Rita de Cássia Séder de Oliveira disse...

Parabéns, Gabi Gaspari, excelente observação/ texto! Ao se colocar no lugar do outro, temos uma visão humanista do potencial de cada um. Abs.